O crime ocorreu em 2024, dentro de uma residência no bairro Bandeirantes. Após o homicídio, o corpo da vítima foi levado e abandonado em uma fazenda às margens da MT-485, já na zona rural de Sorriso, região de divisa entre as duas cidades.
A vítima desapareceu após entrar em um veículo na noite anterior ao crime. As investigações apontaram que o crime aconteceu dentro da casa do acusado, em Lucas do Rio Verde. Após o homicídio, ele transportou o corpo até Sorriso, onde tentou ocultá-lo.
No dia seguinte, trabalhadores rurais encontraram o corpo enrolado em uma lona, em meio à lavoura, e acionaram a polícia. O réu foi preso em flagrante ainda no dia em que o corpo foi localizado.
Nas redes sociais, uma amiga chegou a fazer um apelo público para que o caso não fosse esquecido e que o acusado fosse condenado.
A sessão do Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde que condenou o réu Jorlan Cristiano Ferreira pelo assassinato de uma mulher transexual de 22 anos, foi realizada ontem. Esse caso teve grande repercussão em Mato Grosso.
A pena foi fixada em 13 anos e 6 meses de reclusão. Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria do crime e condenaram o réu.
No entanto, as qualificadoras foram excluídas pelo conselho de sentença, o que impactou diretamente na dosimetria da pena aplicada. Com isso, a condenação ocorreu por homicídio simples.
A perícia constatou diversas perfurações provocadas por faca. Com a decisão do júri, o réu permanece condenado a 13 anos e 6 meses de prisão.