A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) entrou em uma nova fase de execução ao iniciar a implantação da superestrutura em um trecho de 132 quilômetros entre Mara Rosa e Crixás, em Goiás. A etapa inclui a instalação de lastro, dormentes e trilhos, marcando o avanço para a formação da via permanente e preparando o caminho para a futura operação integrada com a Ferrovia Norte-Sul.
O empreendimento atinge agora seu pico de mobilização, com previsão de até 5,9 mil trabalhadores e cerca de 1,8 mil equipamentos operando simultaneamente ao longo do traçado. O investimento nesta etapa é estimado em R$ 951 milhões, executado pela Vale por meio de um modelo de parceria público-privada baseado em investimento cruzado.
A nova fase permitirá a liberação gradual de trechos concluídos, após inspeções técnicas e validação operacional. A expectativa é que a ferrovia contribua para reduzir custos logísticos, aumentar a previsibilidade do transporte e aliviar gargalos históricos no escoamento da produção agropecuária do Centro-Oeste, especialmente em estados como Mato Grosso.
Os trilhos utilizados na obra são importados da China, com desembarque no Porto do Itaqui e transporte via Ferrovia Norte-Sul até os canteiros da FICO. A execução segue a metodologia mecanizada, que garante maior produtividade e precisão na instalação da via.
A entrega da superestrutura do Lote 1, que abrange os pacotes 1 a 4 entre Mara Rosa e Crixás, está prevista para outubro de 2026 e representa o primeiro grande marco físico da ferrovia. O cronograma segue alinhado ao planejamento estabelecido desde a prorrogação antecipada do contrato, em 2020, com cerca de 290 dos 366 quilômetros totais da ferrovia previstos para terem a infraestrutura concluída até o fim de 2025.