Teve início nesta segunda-feira (8) o período de vazio sanitário da soja em Mato Grosso, uma das principais estratégias fitossanitárias adotadas para proteger as lavouras, reduzir a incidência de doenças e garantir a sustentabilidade da produção agrícola no Estado, maior produtor de soja do Brasil.
Durante o período, que segue até o início da próxima safra, fica proibida a presença de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência e multiplicação de pragas e patógenos, especialmente da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais agressivas da cultura e responsável por grandes prejuízos econômicos aos produtores.
Oscilações cambiais, logística agrícola e movimentações da Bolsa de Chicago seguem entre os principais fatores monitorados pelo mercado da soja.
Outro ponto destacado pela pesquisadora, é que além do controle fitossanitário, o período representa uma importante fase de descanso e preparação das áreas agrícolas. Sem a presença da cultura, o solo tem a oportunidade de passar por manejos que favorecem sua conservação, como correção da fertilidade, planejamento de práticas de cobertura vegetal, controle de plantas daninhas e ações voltadas à melhoria da estrutura física e biológica do terreno.
O cumprimento da medida é obrigatório para todos os produtores rurais que cultivam soja em Mato Grosso. A fiscalização é realizada pelos órgãos de defesa agropecuária, e a manutenção de plantas vivas de soja durante o período pode resultar em autuações e penalidades previstas na legislação estadual.
A participação dos produtores é considerada essencial para o sucesso da estratégia. Quando adotado de forma coletiva, o vazio sanitário fortalece a proteção das lavouras em todo o Estado.
Os estudos desenvolvidos pela Fundação de Pesquisa Rio Verde representam a construção de soluções adaptadas à realidade mato-grossense.
Para mais informações entre em contato com a Fundação Rio Verde de segunda à sexta-feira, das 7:30 às 11:30 e das 13:00 às 17:30, pelos telefones (65) 9 9995-7407 e (65) 9 9997-3597.