O retorno do período chuvoso acende um alerta vermelho para a saúde pública em Lucas do Rio Verde. A Supervisora da Vigilância em Saúde do município, enfermeira Cláudia Engelmann, reforça a necessidade de a população intensificar a vistoria em quintais e residências para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Apesar de o município registrar uma redução de cerca de 50% nos casos suspeitos semanais nas últimas três semanas, o cenário ainda exige atenção extrema. No acumulado do ano, Lucas do Rio Verde já ultrapassou a marca de 1.600 notificações da doença, mantendo uma média de 30 a 35 novos casos semanais, além do registro de internações com sinais de alarme e casos graves.
Um dos fatores que agrava a situação epidemiológica este ano é a circulação do sorotipo 3 da dengue. Por não circular há bastante tempo na região, grande parte da população não possui imunidade contra essa cepa, o que favorece a proliferação e a gravidade dos quadros clínicos.
Somam-se a isso as mudanças climáticas e as elevadas temperaturas, que aceleram a proliferação do vetor até mesmo em ambientes antes não convencionais, como fossas e locais com água não limpa.