Professor revela atração por meninos em MT

Publicado em 03 de agosto de 2017 às 09h:09

A Polícia Civil já identificou 4 meninos, entre 11 e 13 anos, vítimas do professor Siderley Walter Aguiar, 39, preso na última segunda-feira, após marcar um encontro com um menino de 12 anos no município de Sinop.

“Em depoimento, o suspeito confessou que tem atração por crianças do sexo masculino. Também foi checado um grupo que ele mantinha em uma rede social, mas não falavam sobre os abusos”, informou o delegado Carlos Eduardo Muniz.

Após a prisão de Siderley outras 2 vítimas compareceram na delegacia e confirmaram que houve sexo oral e outras circunstâncias que agravam ainda mais a situação do acusado. Por causa das novas denúncias, serão abertos mais 2 inquéritos policiais, onde suspeito deve responder por estupro. Conforme a Polícia, ele aliciava as vítimas por grupos no Whatsapp e Facebook.

Os policiais chegaram até o suspeito após a denúncia de um familiar que levou o celular do garoto até a polícia. No aparelho tinham várias mensagens, foto do pênis, um vídeo do suspeito se masturbando, além de palavras “carinhosas”. O acusado marcou um encontro com o menor e dois policiais ficaram de campana. O garoto entrou no carro do suspeito, um Fiat Pálio preto e posteriormente o veículo foi abordado na avenida das Itaúbas, no bairro Jardim das Palmeiras.

Policiais também foram até a residência de Siderley, no bairro Jardim Violetas, e apreenderam computadores e demais objetos pornográficos. Em um primeiro momento foi informado que ele seria professor, porém, a informação foi retificada posteriormente. No entanto, em seu perfil no Facebook ele se apresenta como professor e tem várias fotos publicadas em sala de aula, inclusive com crianças que ele diz nas legendas tratar-se de seus alunos.

A Prefeitura de Sinop emitiu nota afirmando que o homem não é professor da rede municipal de ensino. A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) informou, também através de nota, que adotou procedimentos necessários em relação a suspeita envolvendo o acadêmico de letras, que a pedido da coordenação institucional do Programa de Iniciação a Docência (Pibid) foi desligado do programa, até que todo o processo de investigação seja concluído.