Júri condena homem que mandou matar amante grávida

Publicado em 01 de dezembro de 2017 às 06h:37

O Tribunal do Júri realizado na tarde desta quarta-feira (29 de novembro), na Comarca de Diamantino condenou a 28 anos e quatro meses de prisão em regime fechado um homem acusado de mandar matar uma adolescente de 17 anos com quem teve um caso extraconjugal e que estava grávida. Antônio José de Souza foi sentenciado por homicídio qualificado e também por ocultação de cadáver.

O júri foi presidido pelo juiz da Segunda Vara, Gerardo Humberto Alves Silva Junior. Após o delito, ocorrido em 2015, o acusado, juntamente com o executor enterraram a vítima em um sítio, em Alto Paraguai.

O caso gerou comoção e repercussão não só na cidade, mas em todo Estado. O crime foi desvendado em julho do ano passado e em junho deste ano o acusado foi pronunciado para ser submetido a julgamento por homicídio com três qualificadoras (mediante paga ou promessa de recompensa, motivo fútil – interromper a gravidez da vítima e ocultar relacionamento extraconjugal e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino) e também por ocultação de cadáver.

Ele está preso desde a fase do inquérito policial. O executor do crime foi assassinado em 2016.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público e graças a Investigação do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) de Cuiabá, na pessoa do então delegado Luciano Inácio, investigou o caso e descobriu que a vítima, inicialmente dada como desaparecida, havia sido assassinada. “Quero agradecer ao dr Luciano Inácio que mesmo hoje estando aposentado, se deslocou até Diamantino e cooperou comparecendo ao Tribunal do Júri como testemunha”, afirmou o juiz. “Perdemos as contas de quantos júris fizemos ao longo deste ano. Esse caso, como outros que tivemos aqui, foi marcante por se tratar de uma menor e também pela forma de como tudo ocorreu. Foi muito delicado, mas que teve um desfecho relativamente rápido para a condenação do réu”, disse o juiz.

Para o magistrado, o número de júris realizados na Comarca demonstra o trabalho que vem sendo desenvolvido no sentido de agilizar o andamento dos processos. “É um esforço para limpar a pauta e não deixar a sociedade sem resposta”, complementou.

No Mês Nacional do Júri, em novembro, foram realizados em Diamantino seis julgamentos de crimes dolosos contra a vida. Todas as sessões foram presididas pelo juiz Gerardo Humberto Alves Silva Junior.

O Mês Nacional do Júri atende à Portaria Nº 69 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui o período de esforço concentrado para julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Este é o segundo ano em que as audiências ocorreram ao longo do mês, mobilizando magistrados e servidores do Judiciário, promotores de justiça, defensores públicos e advogados.

FOLHAMAX